Bem-vinda à lunação do (im)possível.
Um ciclo silencioso se abriu no final da madrugada do último dia 20 de fevereiro, e o Céu virou mar por um instante, e no mar havia estrelas, e se via aos montes as grandes constelações de cardumes. Demos início à Lunação de Peixes, o último signo zodiacal, que antecede a chegada do novo ano astrológico e abre passagem a tudo o que ainda pode vir a ser.
Em Peixes, a Lua está à disposição de Júpiter e Vênus, seus dois regentes principais. Flutua entre as marés de sonho e de desejo, recebe as bençãos de sorte e sortilégio, rende-se ao encanto das águas sem precisar da resistência homérica de Ulisses - talvez seja ela mesma também sereia, metade fêmea, metade peixe, nesse mundo aquático em que imaginar é a única condição de permanência exigida.
"Imaginação" vem de dar ação à imagem - dar voz ao espelho, dar cor ao sistemático, atribuir ao silêncio uma determinada linguagem. Todo oraculista é, no mínimo, um bom imaginador: a cada vez que embaralha as cartas ou que abre um horóscopo diante de si, voluntariamente mergulha em um mar de símbolos e lhes dá a vida. É esse o poder da água, afinal: dar a vida.
E fazer multiplicar a vida.
É esse o milagre dos Peixes.
Há muitas direções possíveis nesta travessia e, de você, só uma atitude esperada: a entrega. Pois é no encantamento que começa a sua rendição.
Cuide das suas pérolas.
Feliz lunação!
Consultora Marcela